Baixada Santista – Petroleiros param por 24 horas

Ato contra a venda de ativos da estatal acontece em Santos e em Cubatão, mas não provoca interdições no trânsito

Trabalhadores da Petrobras que atuam nas unidades de Santos e Cubatão estão de braços cruzados nesta sexta-feira (24) para protestar contra a venda de ativos da estatal.

A manifestação é nacional e contra com a participação dos trabalhadores da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC ) e Terminal Pilões, em Cubatão, além do terminal Alemoa e o edifício do Valongo, em Santos. A paralisação também afetou as atividades do Terminal de Cubatão (Tecub), terminal da Transpetro, subsidiária da Petrobras.

De acordo com informações do coordenador geral do Sindipetro-LP, Adaedson Costa, a paralisação nas atividades teve início ainda de madrugada, com adesão de 100% dos trabalhadores de turno.

“Fizemos mais cedo uma passeata, vindo de Cubatão até o prédio do Valongo, onde boa parte dos trabalhadores estão de braços cruzados. Aqui a adesão é de 90% dos trabalhadores. Na refinaria, em Cubatão, outros 80% dos petroleiros do administrativo estão de braços cruzados e 85%, entre turno e administrativo, também pararam na Alemoa”.  Na Baixada Santista, conforme o sindicalista, há cerca de 5 mil petroleiros.

Ainda conforme Costa, a paralisação tem como objetivo chamar a atenção da população para a venda de aditivos anunciada pela empresa. “Em nossa opinião, a medida aprofunda o processo de privatização que a Petrobras já vem sofrendo. E isso tem sido feito com outros nomes, mas é privatização. Leilão e terceirização são formas de privatizar. O desinvestimento da empresa já gerou mais de 77 mil desempregados neste ano. Os mais afetados são os terceirizados”, denuncia.

O desinvestimento da empresa foi anunciado em 29 de junho, quando a companhia apresentou o Plano de Negócios e Gestão 2015-2019. A medida tomada pela empresa como resposta à crise prevê a venda de parte da BR Distribuidora e ações da Transpetro; a venda de 80% da linha de gasodutos; venda e posterior afretamento de navios da transportadora por grupo de investidores financeiros, além de corte de custos com pessoal, totalizando mais de US$ 57 bilhões em caixa.

Segundo Costa, a greve também serve como um protesto contra o Projeto de Lei do Senado (PLS) 131, do senador José Serra (PSDB), que tira da Petrobras participação mínima na exploração de campos de petróleo do pré-sal.

Atualmente, a lei de partilha prevê participação mínima de 30% da Petrobras na exploração dos campos de petróleo.

“Não aprovamos o atual modelo de partilha, pois defendemos a volta do monopólio do petróleo. O projeto de Serra é ainda pior, pois entrega para as multinacionais praticamente todo o pré-sal”.

Fonte: A tribuna

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