Praia Grande – Delegado que investiga morte de jovem diz que ” foi uma festa de drogas”

Jovem de Praia Grande foi encontrado morto em rio após festa; hipótese de homicídio é investigada

Foi em uma festa irregular, com segurança frouxa e venda de entorpecentes que Pedro Pinto de Paula Neto, de 21 anos, morreu no mês passado, em Valinhos, no interior de São Paulo. Essa é a constatação do delegado Sandro Eduardo Jonassan, responsável pela investigação da morte do jovem de Praia Grande, cujo corpo foi encontrado no Rio Atibaia no dia 17, depois de ficar três dias desaparecido.

Ele ouviu, na semana passada, os depoimentos do organizador da festa rave e do proprietário da empresa de segurança contratada para o evento. “A festa, podemos dizer, que foi uma feira de drogas”, afirma o delegado, com base nos relatos das testemunhas, salientando ainda que a organização não tinha alvarás da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros.

“O organizador reconheceu que a festa não possuía nenhum alvará. A festa era totalmente irregular por conta da documentação. Isso pode implicar não só na esfera penal, como na esfera cível”, conta Jonassan. O evento também estaria superlotado. No espaço, dentro de uma fazenda e projetado para receber até 600 pessoas, haveria entre 1,3 mil e 1,5 mil, de acordo com o delegado.

O principal ponto de divergência entre o organizador da festa e a empresa de segurança é quanto aos procedimentos de revista e repressão ao uso de drogas. “O organizador falou que havia determinado revista rigorosa na entrada e que não se toleraria entorpecentes no local. Isso não se confirmou. O responsável pela segurança disse que não recebeu qualquer determinação para que se coibisse o uso de drogas”, relata Jonassan.

Outros participantes da rave, como são chamadas as festas de música eletrônica, confirmaram que entraram sem serem revistados. A própria namorada de Pedro, que o acompanhava, deu essa informação em depoimento e admitiu que os dois usaram drogas, chegando a “ficar loucos, como de costume”.

Nesta semana, o delegado vai intimar os seguranças da festa à delegacia. Uma das hipóteses investigadas é a de homicídio, porque uma testemunha que mora na área onde ocorreu o evento afirma, categoricamente, que viu seguranças agredido o jovem e o levando em um veículo do evento.

Esses seguranças, de acordo com o delegado, pertenceriam a outra empresa de segurança, contratada informalmente pela organização da festa. “Eu tenho convicção de que o menino realmente sofreu alguma modalidade de injúria física, mas eu não sei se as agressões acarretaram a morte dele, até porque não tenho o laudo (necroscópico) ainda. O que eu posso afirma é que as circunstâncias da morte de Pedro estão se tornando cada vez mais suspeitas”.

A Tribuna entrou em contato por e-mail com a produtora do evento, mas não recebeu resposta. No site da empresa e nas redes sociais, não havia telefone.

O exame necroscópico, que deve ficar pronto até o próximo dia 17, irá esclarecer a causa da morte de Pedro, o que permitirá a Polícia Civil concluir se o jovem morreu por afogamento, por overdose de drogas ou pelas agressões que sofreu.

Fonte: A tribuna

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