‘Foodbike’ chega a Santos e é opção para renda extra

Tem bicicleta estilizada vendendo brigadeiros, sanduíches naturais e hambúrgueres. Investimento é considerado baixo

Após os foods trucks chegarem a Santos no verão do ano passado e despertarem sensações de amor (entre os clientes) e de ódio (por parte dos comerciantes), outra moda surgiu com força, impulsionada pelo baixo custo de investimento: o foodbike.

A geografia local e o charme da bicicleta estilizada contribuem muito para o surgimento de empreendedores em busca de uma fonte de renda.

Willy Felipe Alves Xavier, de 26 anos, é um dos que decidiram se aventurar no ramo. Ele iniciou há cerca de dois meses as atividades da Sandubike, após criar a marca e customizar uma bicicleta.

Após a demissão da empresa de comércio exterior onde trabalhava, ele buscou por seis meses uma nova ocupação formal, sem sucesso. Diante disso, surgiu a ideia de trabalhar de forma autônoma.

“A proposta também veio em razão da necessidade de um tipo de alimento mais saudável, que normalmente não é comercializado em supermercados, por exemplo”, explicou.

Diariamente, Xavier sai pedalando pela Cidade para entregar sucos e sanduíches naturais de quatro tipos diferentes preparados por ele e pela mãe Marly. Diariamente, são recebidos de 20 a 30 pedidos.

“Entendo que a sustentabilidade tem tudo a ver com o bem estar. Com essa iniciativa, busco passar a ideia que, além de comer de forma correta, é preciso se exercitar para termos uma vida saudável. Muitos clientes se identificam com esse propósito e estão ajudando a divulgar a iniciativa”, frisa Xavier, que vive na Zona Noroeste, em Santos.

Criatividade

Em busca de uma segunda fonte de renda, a jornalista e servidora pública Milena Graziela Silva Santos decidiu se inspirar no hábito de cozinhar, uma atividade cultivada em casa desde os oito anos de idade.

Com a chegada da irmã, a mãe de Milena, além de trabalhar fora, começou a preparar salgados e bolos para reforçar o orçamento familiar. Nessas atividades, sempre contava com a ajuda da filha.

“Em 2013, estava em uma situação financeira muito delicada. Então, passei a dar aulas de português, mas mesmo assim o retorno que imaginei estava demorando muito”, explicou.

Diante do impasse, a funcionária pública decidiu fazer algo que dominasse e que não atrapalhasse no seu horário de trabalho. Foi aí que veio à tona a proposta de fazer brigadeiros.

Antes de comercializar esse produto, Milena, que mora em Guarujá, fez uma pesquisa da culinária nacional para agregar novos sabores, criou uma logomarca e iniciou as atividades da Dona Chita, que oferece 15 tipos de brigadeiros aos clientes.

“Fiquei pensando em ter um food truck, mas vi que sairia muito caro e nem habilitação para dirigir eu tenho (risos). Então, veio a ideia de montar a food bike com um investimento baixo (R$ 800,00). A bicicleta serve como uma importante vitrine para as vendas”, destacou Milena.

Sonho ainda é abrir lanchonete

Em julho do ano passado, Leonardo de Paula Costa Carpino Almeida trocou seu endereço em Goiânia por outro em Santos por questões familiares. Além disso, decidiu mudar de ramo de atividade. Ao invés de vender açaí em um estabelecimento próprio como fazia em Goiás, optou em ter uma food bike para comercializar sanduíches.

A ideia inicial era a de abrir uma lanchonete nos mesmos moldes que a da capital goiana. No entanto, os preços dos aluguéis na Cidade o assustaram. O sonho de ter um food truck também ficou distante, devido ao custo de R$ 80 mil a R$ 300 mil para comprar e adaptar um caminhão ou van e ao prazo de entrega, que, em média, é de seis meses.

Enquanto buscava um emprego formal por aqui, decidiu fazer um curso de “chefe hamburgueiro” no Senac, em São Paulo. Em outubro do ano passado, foi da sua mulher a sugestão de criar um food bike. Surgia, então, o Le Burger, em atividade há pouco mais de dois meses em Santos.

O investimento de resumiu a R$ 15 mil para adaptação da bicicleta, cursos e compra de equipamentos, como freezer, balança de precisão, prensa, entre outros. “O retorno tem sido muito positivo neste pouco tempo de trabalho. Tenho feito parceria com algumas lojas. A aceitação do projeto está sendo excelente. Valeu a pena o investimento”, ressaltou.

Ao invés de preparar e vender os sanduíches em espaços públicos como atualmente, Almeida está pensando em focar o negócio em eventos fechados, porque o retorno financeiro pode ser maior.

Fonte: A tribuna

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