Guarujá – Imóvel serve de esconderijo para drogas que seriam levadas à Europa

A droga estava dividida em dez malas de viagens em uma edícula da casa

Em diligências por uma favela de Mauá, em São Paulo, policiais civis da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Santo André, descobriram que um imóvel no Parque Enseada, Guarujá, vinha servindo como esconderijo para uma grande quantidade de drogas que seria enviada à Europa. Na terça-feira, investigadores da especializada estiveram na moradia e encontraram 279 quilos de cocaína.

Responsável pelo entorpecente, o gesseiro Wydmark de Araújo Cardoso, de 44 anos, foi preso em flagrante. A droga estava dividida em dez malas de viagens em uma edícula da casa, situada na Avenida José Pinto.

Indagado, o suspeito afirmou aos investigadores que as substâncias tinham vindo de São Paulo e seriam enviadas para Amsterdã, na Holanda, em um navio, no Porto de Santos. Ainda de acordo com Wydmark, o proprietário da cocaína, conhecido apenas pelo nome de Peres, lhe pagaria R$ 300 mil pelo embarque da droga.

Gol prata

A localização do gesseiro e das substâncias foi feita depois que os investigadores da Dise de Santo André receberam uma denúncia anônima informando que um Gol prata, com placas AQN 5512 de Guarujá, tinha sido visto nas proximidades da favela Jardim Zaira transportando as malas com todo os entorpecentes.

Após pesquisas, os policiais civis tomaram conhecimento do endereço do dono do automóvel, em Guarujá, e deram sequência as apurações na Cidade. Assim que chegaram na Avenida José Pinto, os agentes não localizaram o carro. Entretanto, vieram a encontrar o automóvel em um estacionamento perto da moradia.

Depois de rápida campana em uma viatura descaracterizada, os policiais flagraram o momento em que Wydmark ingressou no Gol. Perseguido, ele foi abordado e, quando informado que vinha sendo investigado por tráfico de drogas, concordou em levar os agentes até a residência.

No imóvel, alugado com documentos falsos, o gesseiro apontou o local onde vinha armazenando as malas com os entorpecentes. Questionado, Wydmark não forneceu muitos detalhes sobre Peres. Apenas afirmou que mantinha contato com o mesmo por meio de mensagens no celular.

Diante da situação, o caso foi apresentado na sede da Dise de Santos e registrado pelo delegado Francisco Garrido Fernandes. Indiciado por tráfico de drogas, Wydmark foi recolhido à cadeia pública de Guarujá, onde ficará à disposição da Justiça. As dez malas acabaram apreendidas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística (IC) de Santos.

Fonte: A tribuna

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