Hermano Leitão lança o livro Brasil, Nação Sem Caráter

O livro enfrenta as desigualdades entre regiões e cidadãos, para falar da dor e da perspectiva dessa Nação sem caráter.

Dia 3 de abril, quarta-feira, às 18h30, o advogado Hermano Leitão lançou o livro Brasil, Nação Sem Caráter (All Print Editora) na Livraria Martins Fontes, da avenida Paulista.

Sinopse: A partir de considerações históricas e sociológicas desde a colonização até o presente, o livro trata de um caminho para se estabelecer um caráter nacional consciente e livre de tutelas. O autor considera a nação brasileira uma massa vegetativa sem objetivo comum e adjacente às desigualdades persistentes livro.nacao.semcaraterprovocadas pela ineficácia do modelo social, econômico e político ainda em vigência. Propõe, como forma de definir esse caráter, uma ruptura institucional mediante a divisão do Brasil em cinco países política e financeiramente independentes cada uma com o seu presidente e seus representantes em parlamentos próprios, que focarão as especialidades e potencialidades de sua região, as quais hoje submergem umas às outras por uma difusão de políticas genéricas e antagônicas.O Brasil passaria a ser uma União Nacional formada por unidades voltadas para a vocação natural e autônoma definidas no âmbito regional.

O autor exibe também uma proposta para instituir o voto livre e opcional, o serviço militar opcional, bem como um projeto para extinguir a edição de Medidas Provisórias, o sistema de quotas, as Emendas parlamentares no orçamento, a imunidade fiscal para qualquer entidade religiosa e a nomeação de cargo de confiança. As implicações desse projeto de ruptura institucional e os desdobramentos na formação do povo brasileiro são analisados em cinco capítulos, para a construção de cinco países, com cinco estruturas de poderes sob as cinco estrelas do Cruzeiro do Sul.

O primeiro capítulo trata da Colonização no Brasil por meio da análise do caráter do povo Português; dos paleolíticos Tupiniquins; das consequências da Guerra dos Tamoios; uma comparação com o indígena Americano; o fato de três séculos de escravidão sangrenta; a inexistência de uma revolução dos negros; a realidade do Apartheid; o imperialismo brasileiro na Guerra do Paraguai; a essência dos conflitos internos com a Coroa Portuguesa – em especial a explicitação da carnificina da repressão na cabanagem; o condicionamento religioso diagnosticado como Ditadura do Sobrenatural; e, por fim as contribuições da emigração europeia – a italiana em particular.

O segundo capítulo matiza a influência do poder militar com a fundação da República; a repressão e inexistência de participação popular na República Velha; o jogo de poder do Tenentismo; as consequências duradouras da Ditadura Vargas; a reação esboçada na Revolta Paulista de 1932; o limiar da simpatia Nazi-Facista nos círculos de poder da República; a política desenvolvimentista dos Generais Ditadores; e, em contraponto, uma visão sobre os movimentos de combate à ditadura por meio de métodos terroristas.

No terceiro capítulo, o livro foca o “Poder Civil” a partir da Lei de Anistia; a inauguração da Nova República; uma visita no panorama mundial com a queda do muro de Berlim; e o desmoronamento das estruturas econômicas do país no governo Sarney, bem como o advento da presidência de Fernando Collor: do confisco ao impeachment. Oriunda dessas crises, aponta a criação do Plano Real; e a discussão da ética na política desemboca na crise Mensalão do PT.

Até essa crise de caráter, o Brasil pode ser comparado a um indivíduo cuja infância foi violenta e a adolescência foi uma aventura criminosa impune. Nessa perspectiva, o quarto capítulo questiona a legitimidade dos Poderes, a descrever um Legislativo dependente e provisório; um Executivo centralizador e autoritário; um Judiciário moroso e tentacular; e uma estrutura partidária sem participação permanente de eleitores. Essa composição social desestruturada provoca a atenção no livro para o drama da violência urbana, cujo freio civilizatório da educação se apresenta impotente para encaminhar o amadurecimento do brasileiro.

Diante desse drama desenvolvido pelo fio da violência e ineficácia do modelo social, econômico e político, o quinto capítulo propõe a ruptura por meio da consideração das diferentes regionalidades culturais, sociais e econômicas de cada região com suas respectivas Administrações Independentes e Orçamentos próprios. No livro, esse processo é denominado de Revolução Estrutural a ser implementada por uma Constituição Divisória. As peculiaridades da União Federativa do Brasil são desenhadas em um novo modelo de estrutura institucional de cinco poderes horizontais e independentes, conforme organograma apresentado na obra. A verticalização de cada estrutura de poder desemboca no prestígio do cidadão ou da representação social nuclear mais dinâmica, como forma de se atingir o Caráter Proposto.

O livro pode ser encontrado na Livraria Saraiva

http://www.saraiva.com.br/brasil-nacao-sem-carater-4877213.html

Sobre o autor

Hermano Leitão é advogado, ator, autor e diretor de teatro. É graduado em Direito pela Universidade Federal do Ceará UFC, pós-graduado em Auditoria do Setor Público pela Universidade de Brasilia UNB, fez curso de extensão em Bauhaus (Prof. Vicky), cursou a cadeira de fonética da língua inglesa na Letras e foi aluno ouvinte do Prof. Alfredo Bosi na faculdade de Letras. Nascido em Patos de Espinhara, interior do Estado da Paraíba, Brasil. Escreveu: as ficções: Lula da Silva, pragmático ou desnudo? e Tratado sobre a Burrice ao Alcance de Todos, traduzido para o francês como Essai sur La Bêtise à la Portée de l´Homme; a não ficção Brasil, Nação sem Caráter; as peças: O Acidente da Perua (escrita em 1999 e encenada em 2000 no Teatro Ruth Escobar e em 2004 no Teatro do Centro da Terra), As Mulheres de Cássia (escrita em 2000 e encenada em 2001 no Teatro Bibi Ferreira e em 2004 no Teatro do Centro da Terra), O Homem que Fala com a … (escrita e encenada em 2003 no Teatro Ruth Escobar e em 2004 no Teatro do Centro da Terra), Almas Perfumadas (escrita em 2002 e encenada no Tablado, Rio de Janeiro), Os Transketeiros (escrita em 2003 em co-autoria com Thiago Gomes, lida no Teatro do Centro da Terra em 2004), Almas Suspeitosas (escrita em 2004 em co-autoria com Edson Navarro, encenada em 2008 no Teatro do Centro da Terra), Holly Wood Actors (escrita em 2005 em co-autoria com Gabriel Monteiro, encenada em 2006 no Teatro do Centro da Terra), Spray do Amor (escrita em 2006 e encenada em 2008 no Teatro Brigadeiro), Cavalheiros de Shakespeare (escrita em 2003 encenada no Café Teatro em junho e julho de 2005), Os Três Venenos (escrita em 2007); Neny Hotel Inn (escrita em 2009, apresentado no Teatro de Centro da Terra em 2010 e no Teatro Ruth Escobar e Teatro Bibi Ferreira em 2011); Shakespearando, também traduzida para o inglês sob o título Shakinspiring or Shakespearing, inédita; e a Tele Comédia (sitcom) Almas Suspeitosas em vinte capítulos para televisão/ cinema, exibida no Arteplex Frei Caneca em 2010.

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