Irmão de estudante morta deseja que ex-marido não seja o assassino

Suspeito de ter assassinado a estudante de Direito está preso desde a última sexta-feira. Caso corre sob segredo de Justiça

O irmão da estudante de Direito, que foi encontrada morta em um matagal na Rodovia Rio-Santos, Área Continental de Santos, Aderbal Moraes Pimenta, de 48 anos, torce para que o ex-marido de Fernanda Pimenta Cerqueira, de 37 anos, não esteja envolvido no caso. O técnico Sergio de Souza Cerqueira, de 35 anos, está preso desde sexta-feira (22). Ele é um dos principais suspeitos da morte dela.

“Fico pensando se ele realmente teve coragem de fazer uma coisa dessas. Espero que ele não tenha algo a ver para que nosso sentimento não seja de mágoa”.

Sobre o comportamento do ex-cunhado desde o desaparecimento de Fernanda, Aderbal disse que ele chorava muito e dizia querer a minha irmã de volta. A gente vê casos como esse na tevê e pensa que dá vontade de matar uma pessoa que faz isso. Mas, quando conhecemos esse alguém e existe carinho, a coisa é diferente. Agora, é esperar o que a polícia dirá sobre quem é o culpado. Ainda não caiu a ficha”.

Fernanda e Sergio estavam separados desde novembro de 2015. Eles foram casados durante 11 anos e vieram de Itupeva, no interior paulista, para Guarujá há 12 anos, quando ele foi transferido no trabalho.

Aderbal disse não ter convivido com Sergio. O casal teve a filha Antonela, de 4 anos. Por enquanto, a menina seguirá no Interior, com os pais de Sergio. “Desde que nos conhecemos, o tempo que mais ficamos juntos foi agora. Eu sei é da minha irmã. Dele, só o que vivemos quando estávamos juntos, em festas de família”.

Um dos melhores amigos de Fernanda, o auxiliar de escritório Alessandro Hora, de 26 anos, conta que procurou Sergio, junto de uma amiga, quando ouviu boatos de que ele poderia ter matado a vítima.

“Ela se separou dele e foi morar em outra casa, mas continuava em Vicente de Carvalho para ficar perto da filha, que morava com o pai. O que ele me contou foi a versão que todos já sabem. Disse que ela saiu da casa dele, depois de terem conversado, dizendo que iria a pé a té a casa de uma costureira. Mas nós fomos falar com essa mulher e ela nem viu a Fernanda aquele dia”.

Fernanda estava desaparecida desde o dia 14 de janeiro e as buscas por informações de seu paradeiro mobilizaram as redes sociais. A angústia da família e dos amigos chegou ao fim na manhã de sábado (23), quando a estudante foi encontrada morta na Rodovia Rio-Santos, no Iriri, na Área Continental de Santos.

O corpo estava em estado avançado de decomposição, sem cabelo e sem a mão esquerda. No pé direito, um detalhe se destacava e identificava a vítima: o desenho de uma pimenta junto com o nome Cerqueira, que remetem ao sobrenome de Fernanda.

Fonte: A tribuna

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