Itanhaém – Condenado a 24 anos de prisão por assassinar a facadas irmã de seu namorado

Acusado culpava a vítima pelo fim do relacionamento que mantinha com o irmão dela

Felipe Biondo da Silva foi condenado nesta terça-feira (23) a 24 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato a facadas de Solange dos Passos Pimentel. O réu manteve caso homossexual com um irmão da vítima e atribuía a ela o fim desse relacionamento.

O crime aconteceu na noite de 27 de agosto de 2013, na Cama de Anchieta, na Praia dos Sonhos, um dos principais cartões postais de Itanhaém.

Com 19 anos, a vítima levou diversos golpes no pescoço e na face, morrendo no local. Dois dias depois, após parentes da jovem terem registrado boletim de ocorrência sobre o seu desaparecimento, o corpo dela foi achado.

Com o encontro do cadáver, as suspeitas logo recaíram sobre o réu, porque ele foi a última pessoa a ser vista com Solange e ainda era sabido o seu descontentamento com a vítima, a quem culpava de ser a responsável pelo fim do relacionamento que mantinha com o irmão dela havia dois anos.

O promotor de justiça Guilherme Silveira de Portella Fernandes atuou no Plenário do Júri e sustentou que o homicídio foi qualificado pela crueldade, pelo motivo torpe e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

“A jovem levou várias facadas, que a degolaram”, enfatizou o representante do Ministério Público para enfatizar a qualificadora do meio cruel. Ele ainda disse que Solange não pôde ser defender, porque foi atacada “de surpresa” pelo réu.

Por fim, o promotor explicou que a motivação do crime foi a irritação do acusado com Solange, devido ao fim do relacionamento com o irmão da vítima. Na época, Felipe e o então parceiro tinham, respectivamente, 23 e 17 anos.

O réu negou o crime, mas apresentou diversas versões contraditórias e admitiu que esteve com a vítima na Cama de Anchieta, lugar bastante ermo durante a noite e, principalmente, fora da temporada.

Felipe chegou a acusar um outro rapaz como o autor do assassinato, mas essa hipótese foi afastada durante as investigações, quando ele teve a preventiva decretada pela Justiça e foi capturado, permanecendo preso até a data do júri.

Sob a presidência do juiz Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho, a sessão de desta terça-feira começou às 10 horas e terminou por volta das 15h30. Três testemunhas depuseram em plenário, entre as quais o investigador Mário Augusto.

Responsável pelo esclarecimento do crime e pela prisão de Felipe, o policial civil revelou detalhes da investigação e o seu depoimento foi importante para o convencimento dos jurados, conforme informou o promotor Portella.

Fonte: A tribuna

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