Ingredientes autorizados: Saiba o que avaliar antes de incluí-los em uma fórmula, explica a Lirius Suplementos 

Por Eva Corvella
6 Min de leitura
Lirius Suplementos

A procedência dos ingredientes, um dos fundamentos da atuação da Lirius Suplementos, tem início em uma pergunta que antecede a escolha do fornecedor: aquele constituinte está autorizado para uso em suplementos alimentares? No Brasil, a resposta depende de uma lista mantida pela Anvisa, e ingredientes que não constam nela não podem ser utilizados na categoria.

Essa exigência geralmente passa despercebida pelo consumidor, que tende a avaliar o produto pelo nome em destaque na embalagem ou pela popularidade de determinado ativo. A validação, portanto, estabelece a distinção entre um ingrediente conhecido e um ingrediente permitido, com implicações diretas para a segurança do consumidor e a legitimidade do produto no mercado.

O tema desperta interesse em quem acompanha a Lirius, marca fundada em 2021 no Centro de São Paulo por cinco empreendedores, pois descreve uma etapa pouco visível do desenvolvimento de produtos. Nos tópicos subsequentes, será possível compreender como a validação é realizada, por que ela considera diferentes grupos populacionais e o que o consumidor pode observar na prática.

O que é a lista de constituintes autorizados?

A base normativa é composta pela RDC n.º 243/2018 e pela IN n.º 28/2018, ambas da Anvisa. A instrução normativa estabelece os constituintes autorizados para uso em suplementos alimentares, organizados em listas separadas para produtos destinados a crianças de até 3 anos e para os demais públicos. Constituintes são as fontes que fornecem nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos ao produto.

A inclusão na lista não é suficiente. Os constituintes devem ser especificados em termos de identidade, pureza e composição, com base em referências reconhecidas. A avaliação da Anvisa considera a segurança do ingrediente e, quando há benefício alegado, a eficácia. Ingredientes que não estejam relacionados à relação não devem ser utilizados e produtos que dependam deles não podem ser enquadrados como suplemento alimentar.

A norma é atualizada com frequência. Novos constituintes são aprovados por resoluções específicas e, posteriormente, incorporados à instrução normativa, que recebeu diversas alterações desde 2018, inclusive ao longo de 2026. Para a Lirius, que inclui pesquisa de tendências e desenvolvimento de novas formulações entre seus temas de inovação, acompanhar essas atualizações é condição para que uma ideia de produto se torne viável.

Por que a validação considera dose e público?

A autorização de um ingrediente é acompanhada de limites mínimos e máximos de consumo diário, definidos por grupo populacional. É importante ressaltar que diferentes faixas etárias, gestantes e lactantes podem apresentar valores distintos para um mesmo constituinte. Além disso, quando a norma indica que o uso não é autorizado para determinado grupo, o produto não deve ser indicado a esse público.

Lirius Suplementos
Lirius Suplementos

Incluir a Chlorella pyrenoidosa em pó como fonte de vitamina A restringiu o uso da substância a maiores de 19 anos, excluindo gestantes e lactantes. Da mesma maneira, as fibras cítricas foram autorizadas apenas para produtos indicados a pessoas acima de 4 anos, com a mesma restrição.

Essas restrições evidenciam que a validação de um ingrediente implica definir para quem e em que quantidade ele pode ser oferecido. Na Lirius Suplementos, cuja comunicação evita afirmações absolutas e promessas de resultados individuais, essa lógica dialoga com o cuidado de não tratar nenhum produto como adequado para todas as pessoas, em qualquer circunstância.

Antes de comprar, descubra quem responde pela validação

A responsabilidade por submeter um novo constituinte à avaliação é das empresas, que precisam peticionar à Anvisa com a documentação exigida. A agência também disponibiliza uma ferramenta pública de consulta com constituintes autorizados, limites por nutriente e requisitos complementares de rotulagem, o que permite conferir informações sem depender apenas do fabricante.

Para o consumidor, algumas atitudes ajudam: verificar se o ingrediente principal aparece com nome técnico na lista de ingredientes, observar advertências específicas de rotulagem e desconfiar de ativos apresentados como exclusivos ou revolucionários sem identificação clara. Rótulos completos tornam essas verificações mais simples, e a transparência, um dos valores que sustentam a Lirius, passa por oferecer esse nível de informação.

Produtos vendidos como suplemento com ingredientes não autorizados, especialmente em canais informais ou importados sem regularização, representam um risco maior justamente por escaparem dessa avaliação. Nesses casos, a ausência de informação sobre regularização no rótulo é, por si só, motivo de cautela antes de qualquer consumo. Preço muito abaixo do praticado e ausência de dados sobre o fabricante reforçam esse alerta.

Validação como base da confiança

A lista de ingredientes autorizados atua como um primeiro filtro de segurança no mercado de suplementação, estabelecendo os critérios para a utilização, dosagem e público-alvo. Embora não garanta resultados, estabelece limites que protegem o consumidor de substâncias sem avaliação e de doses inadequadas ao seu perfil.

Para os produtores, respeitar esse filtro é essencial para promover a inovação responsável. A trajetória da Lirius Suplementos, marca em processo de expansão e reposicionamento no mercado de wellness, demonstra que a conformidade regulatória e o desenvolvimento de produtos caminham juntos. Essa combinação é fundamental para a construção da confiança de seus consumidores.

 

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