Peruíbe – Homem que matou enfermeira já havia se desentendido com marido da vítima

Um dia antes do crime, ele e a esposa chegaram a registrar um boletim de ocorrência de calúnia e injúria contra o taxista

Apesar de confessar o assassinato e de admitir a atração sexual pela enfermeira Regiane Valério, de 37 anos, estuprada e morta na noite da última quarta-feira (12), em Peruíbe, esse não foi o primeiro nem o segundo problema que o ajudante de pedreiro Marcelo Batista, de 31 anos, teve com a vítima e seu marido.

Conforme informações da polícia, na noite anterior ao crime, ele e a mulher, uma cuidadora de idosos, de 54 anos, foram à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe e registraram um boletim de ocorrência contra o marido da vítima, um taxista de 31 anos, pelos crimes de injúria e calúnia.

Segundo o documento, assinado pela delegada Denise Aparecida Dias, o marido da enfermeira vinha espalhando pelo bairro que ele e outros dois amigos costumavam visitar a cuidadora de idosos toda vez que Marcelo saía para trabalhar.

A história chegou até o conhecimento de Marcelo, que se desentendeu com a mulher. Entretanto, durante o relato do crime ao delegado Douglas Borguez, o ajudante de pedreiro não fez qualquer citação a essas queixas da companheira contra a taxista.

Crime

Grávida de cinco semanas, a vítima foi morta dentro de casa enquanto tentava se defender do criminoso. Já sem vida, ela foi arrastada para a moradia de Marcelo, onde o abuso foi cometido, no bairro Barra da Jangada. Preso minutos após o crime, o assassino confesso assumiu a autoria de outros três casos de estupro no Município.

O assassinato de Regiane ocorreu por volta das 22 horas, dentro da sua residência, na Rua Tiradentes. Ciente de que a vítima estava sozinha e aproveitando que a sua mulher estava trabalhando, Marcelo se dirigiu à moradia da enfermeira, situada no mesmo terreno, e arrombou a porta com alguns chutes.

Assim que entrou no imóvel, ele encontrou Regiane. Ciente do desejo que despertava em Marcelo, a vítima entrou em luta corporal com o intuito de se defender. Porém, ensanguentada e com parte da roupa rasgada, ela foi empurrada e bateu a cabeça no chão, o que lhe causou a morte.

Sem saber que a enfermeira já estava sem vida, o ajudante de pedreiro a arrastou para sua casa e terminou de despi-la. “Ele alega que depois de tirar a roupa da vítima passou a tocá-la, mas não praticou conjunção carnal”, contou Borguez.

Ao chegar em sua residência depois do trabalho, o taxista encontrou a porta arrombada e as paredes e o chão com marcas de sangue. Acionados, policiais civis compareceram ao endereço e, após acompanharem o rastro de sangue no chão, chegaram até o imóvel do acusado.

Diante dos dois crimes, o ajudante de pedreiro foi levado à Delegacia de Peruíbe e recolhido à carceragem. Investigadores irão apurar se há outros casos de abuso sexual cometidos pelo ajudante de pedreiro na Cidade.

Fonte: A tribuna

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