Praia Grande – Tapeceiro foi preso após matar homem a facadas na vila mirim

Vítima, morta asfixiada e após ser seis vezes esfaqueada, era cunhado do agressor. Discussão de família foi o que motivou o crime, que é investigado

Uma discussão em família terminou em tragédia na Vila Mirim, em Praia Grande. O tapeceiro José Carlos dos Santos Ferreira, de 34 anos, foi preso em flagrante após matar com seis facadas o cunhado e pintor Edson Mariano Santos de Almeida, de 35. O agressor, casado com a irmã da vítima fatal, também não poupou a esposa do homem, que lutou pela vida do marido.

A viúva, uma diarista de 29 anos, conta que foi visitar uma amiga na última sexta-feira (11), que mora em uma casa nos fundos da tapeçaria do acusado, na Rua Brasil para Cristo, quando ele reclamou por ela ter entrado no terreno. Os dois discutiram, e ela deixou o imóvel para chamar o marido na casa do casal, a uma quadra do local do crime.

Quando a diarista e Edson voltaram para esclarecer a troca de ofensas, a mulher alega que seu marido já foi atacado por José Carlos. “Ele asfixiou o meu marido e deu seis facadas nele. Eu só percebi o que estava acontecendo quando vi muito sangue por todos os lados”.

Ela diz ainda que, enquanto o marido era agredido, ela bateu no acusado com um cabo de vassoura. “Eu só queria que ele soltasse o meu marido. Fiquei desesperada. Tudo isso aconteceu por um motivo muito bobo, que não valia a vida de alguém tão especial”.

Edson foi esfaqueado duas vezes nas costas, uma no braço esquerdo, uma na testa e duas vezes no abdômen. Depois de finalmente soltar o pintor, José Carlos ainda golpeou a nádega esquerda da diarista.

Perdendo muito sangue, ela se lembra de ter saído do imóvel e caído na calçada, ao lado do marido, que gritava por ajuda. “José Carlos já estava entrando em um carro quando algumas pessoas o impediram de fugir. Logo depois, a polícia também chegou”. O casal foi levado para o Pronto-Socorro do Jardim Quietude. Ela foi medicada e liberada. Seu marido morreu horas depois.

Convivência

 

Sobre José Carlos, ela diz que ele convivia com a família há dez anos, tinha temperamento difícil e um histórico de violência. Porém, jamais poderia imaginar que fosse capaz de fazer mal a alguém. “Poderia ter sido qualquer pessoa. Ele realmente estava descontrolado”.

Vizinhos da família, que preferem não se identificar, também estavam bastante assustados com a brutalidade do crime. “Estamos acostumados a ver essas coisas pela televisão, mas é muito difícil lidar quando algo assim acontece na porta da nossa casa, com pessoas que nós conhecemos”, diz um morador.

 Fonte: A tribuna

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