Santos – Irmãos são presos por venda de suplementos ilícitos

Comercialização dos produtos é proibida pela Anvisa e era feita pelas redes sociais. Eles foram presos no Embaré, em Santos

A venda pela internet de supostos suplementos alimentares, mas que continham duas substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), resultou na prisão em flagrante de dois irmãos, no Embaré, em Santos.
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César Oliveira Botelho da Silva, de 21 anos, e Caio Oliveira Botelho da Silva, de 18, foram autuados por crime contra a saúde pública, cuja pena vai de 10 a 15 anos de reclusão, segundo o delegado titular do 3º DP, Jorge Álvaro Gonçalves Cruz.
Os investigadores Orlando Rollo e Rodrigo Ranieri receberam informação de que dois jovens fortes foram ao posto de combustíveis localizado na esquina da Avenida Siqueira Campos com a Rua Nabuco de Araújo para vender os produtos.

Era início da noite de quinta-feira e os policiais avistaram os suspeitos. César pressentiu a abordagem e fugiu com uma mochila preta, sendo perseguido a pé por Rollo. Caio entrou em luta corporal com Ranieri, mas foi dominado.

César foi alcançado em um supermercado da Siqueira Campos, a cerca de 300 metros do posto. Ele também resistiu à prisão, sendo necessário o uso de força física para contê-lo. Dentro da mochila, havia 11 frascos lacrados do suposto suplemento alimentar.

Segundo o investigador Rollo, César declarou que adquiriu a mercadoria no Paraguai para vendê-la em Santos por meio da internet. O rapaz ainda teria dito que Caio o auxiliaria como segurança, no momento da entrega do produto.

Caio confirmou a versão do irmão, ainda conforme Rollo. No distrito, o investigador pesquisou o perfil de César na rede social Facebook e constatou que ele oferecia o produto apreendido por R$ 150,00, cada frasco.

Das várias substâncias que compõem a fórmula do suposto suplemento alimentar, uma delas é a DMAA (dimetilamilamina), relacionada pela Anvisa como psicotrópica, porque é capaz de causar dependência física e/ou psíquica.

Outra substância é o Yohimbe, que não pode ser registrada na categoria de alimentos, ainda conforme resolução do órgão de Vigilância Sanitária.

Fonte: Tribuna

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