Santos – Manifestação contra presidente Dilma e corrupção

Cerca de 500 pessoas se concentravam, no início da tarde, na Praça da Independência, no Gonzaga

Cerca de 500 pessoas estão reunidas, na tarde deste domingo (16), na Praça da Independência, em Santos, para uma manifestação contra a presidente Dilma Rousseff (PT) e a corrupção no Brasil. Outras cidades do País também estão recebendo protestos, com a participação de milhares de manifestantes.

Policiais militares, guardas municipais e equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acompanham a movimentação em Santos. Até as 14h35, não haviam sido necessárias interdições no trânsito.

Depois das manifestações pela manhã, a concentração para os protestos da tarde já começou. Apesar de marcada oficialmente para as 14 horas, o ato na Avenida Paulista, em São Paulo, começou a concentrar participantes por volta das 11h30.

A concentração, como de outras vezes em que houve manifestação, em abril e março, começou em volta do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Os movimentos que lideram a iniciativa – Vem Pra Rua, Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, Revoltados Online e Movimento Brasil Livre, além da Força Sindical – defendem a saída da presidenta da República, divergindo, no entanto, quanto à forma. Há os que queiram impeachment, novas eleições ou intervenção militar.

Pelas redes sociais, a aliança dos movimentos democráticos informou que o ato decidirá qual a bandeira principal do movimento – se impeachment, renúncia ou cassação da presidenta. Já o Movimento Brasil Livre quer coletar, mais tarde, assinaturas para uma lista de dez pontos contra a corrupção.

Um grupo de motociclistas foi à Paulista para participar da manifestação, tendo chegado antes do bloqueio do acesso à avenida e estacionou suas motos em frente ao Masp. Um deles, o comerciante Claudio de Moraes Sanches, de 68 anos, contou que estava ali por um país melhor. “Hoje estou vendo se esse Brasil melhora, lutando pelo Brasil melhor. É o que estamos precisando. Chega de corrupção e roubalheira.” Ele completou que defende a intervenção militar, mas esclareceu que não é a favor da ditadura. “O pessoal confunde intervenção com ditadura. Intervenção, para moralizar com eleições diretas para os novos governantes”, explicou.

O ato também atraiu muitos vendedores ambulantes, como Francisco Chagas, de 60 anos, que oferecia bandeiras e cornetas. Na manifestação anterior, em abril, Chagas disse que vendeu R$ 800 em produtos. Ele usava uma camiseta amarela, mas disse que não tem motivo algum para se manifestar contra o governo de Dilma. “Não tenho nada contra a Dilma. Para mim dará tudo igual [ela saindo ou não]”, disse.

Segurança

A Polícia Militar reforçou a segurança para o evento e disse que os carros de som serão vistoriados. O número de policiais que farão a segurança não foi dado pelo órgão, que também não deve mais informar a estimativa do número de manifestantes.

Brasília

Terminou por volta das 12h30 a manifestação defronte ao Congresso Nacional, em Brasília. Os participantes saíram do Museu Nacional por volta das 11 horas e caminharam rumo ao Congresso carregando faixas e cartazes que pediam a saída da presidente Dilma Rousseff. Em frente à Catedral de Brasília, fizeram uma pausa e rezaram, de mãos dadas, o Pai Nosso. Seguiram então para o gramado do Congresso onde estenderam faixas e entoaram gritos de “Fora Dilma” e “Fora PT”.

Ao final da caminhada, o grupo leu um panfleto de apoio à Operação Lava Jato e com mensagens direcionadas ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Por fim, se dirigiram à presidente com gritos de “Pede pra sair”, uma referência ao filme Tropa de Elite.

O coordenador do Movimento Vem pra Rua em Brasília e professor universitário, Jailton Almeida, considerou o protesto positivo. “A população continua vindo para a rua em um aumento crescente. Na manifestação de 12 de abril, contabilizamos 35 mil pessoas. Hoje, foram 80 mil.” A Polícia Militar do Distrito Federal, entretanto, informou que 25 mil pessoas integraram a manifestação.

Posições

Para a presidente do diretório do PT em Santos, Maria Lúcia Prandi, todas as manifestações são legítimas e próprias da democracia. “Nem sempre elas têm um foco, mas a situação econômica (do País) está difícil e há realmente uma insatisfação com o governo”, admite.

Prandi analisa que há uso político desse tipo de evento. “Lógico que a oposição se organiza, o que também é legítimo. Sendo política, faz parte”, diz a ex-deputada federal, ao lembrar que na Cidade não haverá manifestação pró-governo, como a que está sendo organizada na Capital.

O presidente do diretório municipal do PSDB, Juan Manuel Villarnobo Filho, o Mandy, também acha o protesto democrático, desde que feito de forma civilizada e dentro da ordem. “Da mesma forma que o PT tem convocado os movimentos sociais e sindicatos, alguns políticos e partidos podem dar um respaldo moral ao movimento, que não vejo problema”.

Mandy acredita, porém, que a origem do movimento não é política: “É da sociedade, dos cidadãos que estão indignados com tudo o que vem acontecendo no País. É uma corrupção inacreditável e essa é a forma de mostrar a indignação”.

Fonte: A tribuna

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