São Vicente – Polícia procura mãe que abandou bebê na Imigrantes

Recém-nascida foi abandonada, ainda com o cordão umbilical, às margens da Rodovia dos Imigrantes

A Delegacia de Defesa da Mulher segue em busca da mãe da recém-nascida encontrada abandonada, na manhã de quinta-feira (10), às margens da Rodovia Imigrantes, na Cidade Náutica, em São Vicente. O bebê foi localizado por um ajudante geral, que presta serviços para Ecovias – concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) – ainda com o cordão umbilical, em uma bolsa preta.

A criança, uma menina, está internada na maternidade do Hospital São José e, de acordo com informações da Prefeitura de São Vicente, passa bem. O bebê pesa aproximadamente 3kg e está saudável. Após receber alta ele deverá ser encaminhado para um abrigo no Município.

Salvador

Apesar do abandono, a menina viu Deus colocar um salvador em sua vida, na manhã de ontem. Mais precisamente o Salvador Martins, de 47 anos.  Foi ele, durante a jornada de roçar o mato à beira da via, no quilômetro 67, que localizou a criança. Pai de três filhos – de 26, 17 e 12 anos –, Salvador não acreditou no que viu. E quando acreditou não conteve a emoção.

“Estava trabalhando com a minha máquina de roçar o mato, mas tive a atenção despertada por uma bolsa se mexendo. Estranhei e não imaginei o que era. Quando abri encontrei o bebê. A criança estava dormindo”.

Surpreso e assustado, Salvador abandonou imediatamente o equipamento de trabalho e correu com a criança no colo para pedir ajuda junto a moradores da Rua Alípio Ferraz. “Graças a Deus encontrei a dona Ana Cristina (Nunes, de 67 anos) que já saiu de casa com uma manta rosa da neta e cobriu a menina”.

Preocupado com o estado de saúde do bebê, o promotor de vendas Marcelo de Jesus Lima, de 34 anos, acionou a Polícia Militar, enquanto Salvador, Ana Cristina e os vizinhos Maria Elói, de 69 anos, José Cordeiro, de 59, e Luiz Enz, de 62, cuidavam da criança.

Assim que a PM chegou à rua, Ana Cristina acompanhou os policiais até o Hospital Municipal, onde a criança foi medicada e depois transferida para a maternidade do Hospital São José, em Santos,

“A médica nos disse que ela está muito bem. Segundo a pediatra, a mãe do bebê teve uma gestação saudável e que dificilmente se trata de um caso de moradora de rua ou de uma mulher com dependência química. Isso nos revolta, pois fica a impressão de que era alguém com condições de criar. Mas, por outro lado, ficamos contentes de ter ajudado a salvar essa menina linda e gordinha”, disse Marcelo.

Reencontro

No meio da tarde de ontem, Salvador esteve na maternidade do Hospital São José e pôde reencontrar a criança, que o fez honrar o nome de batismo. “De certa forma fui o salvador dessa criança. Foi algo muito emocionante e me dá até vontade de adotá-la. Meus filhos já estão grandes e seria bacana (a adoção). Mas isso depende da Justiça. Vamos deixar acontecer”, disse ele antes retomar o trabalho.

Fonte: A tribuna

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