SUS amplia teste molecular para rastrear HPV em 26 estados e no DF

Por Redação Uola Uola
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O Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece o teste molecular de DNA-HPV em 26 estados e no Distrito Federal. A tecnologia está sendo implantada de forma gradual para reforçar a identificação precoce do câncer do colo do útero, uma das doenças que podem ser prevenidas com rastreamento e acompanhamento adequado.

Segundo informação divulgada pelo Governo Federal em 29 de outubro de 2026, cerca de 153 mil exames foram realizados durante a implementação. O teste procura a presença de tipos do papilomavírus humano, conhecido como HPV, associados ao desenvolvimento da doença antes que surjam lesões identificáveis.

A ampliação da oferta representa uma mudança importante na estratégia de rastreamento da doença no país. Ao identificar o vírus em uma etapa anterior ao aparecimento de alterações, o exame pode contribuir para que a paciente seja orientada e acompanhada pelos serviços de saúde com mais antecedência.

Como funciona o teste de DNA-HPV

O exame molecular verifica diretamente a presença do material genético do HPV em uma amostra coletada durante o atendimento de saúde. O objetivo é reconhecer os tipos do vírus considerados de maior risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

O resultado positivo não significa, por si só, que a paciente tenha câncer. A detecção indica a presença do vírus e pode exigir avaliação conforme o fluxo definido pela rede de saúde. A continuidade do cuidado depende da orientação recebida no serviço e dos procedimentos previstos para cada situação.

O teste também não substitui automaticamente todas as etapas do acompanhamento. A conduta após o resultado deve ser definida pelos profissionais responsáveis, que podem indicar novas avaliações ou outros exames conforme a situação clínica.

Diferenças em relação ao Papanicolau

O exame citopatológico, conhecido popularmente como Papanicolau, procura alterações nas células do colo do útero. Já o teste de DNA-HPV busca identificar a presença do vírus relacionado ao risco de desenvolvimento dessas alterações.

Na prática, os dois exames fazem parte das estratégias de prevenção e controle da doença, mas oferecem informações diferentes. O teste molecular pode detectar a infecção antes do surgimento de lesões, enquanto o exame citopatológico avalia mudanças celulares que já podem estar presentes.

A adoção do DNA-HPV pelo SUS não significa que todas as mulheres devam procurar o exame por conta própria ou abandonar orientações anteriores. A indicação, a periodicidade e o encaminhamento dependem da organização da rede pública e das recomendações aplicadas em cada atendimento.

Onde o exame está disponível

Embora a tecnologia já esteja presente em 26 estados e no Distrito Federal, a oferta ainda ocorre durante uma fase de expansão. Isso significa que o procedimento pode não estar disponível de maneira uniforme em todos os municípios ou em todas as unidades básicas de saúde.

Por isso, a orientação para quem deseja saber se pode realizar o exame é procurar a unidade básica de saúde de referência ou a secretaria municipal de Saúde. Esses serviços podem informar se o teste já faz parte do fluxo local, quais são os critérios de atendimento e como ocorre o encaminhamento.

A informação divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República não apresenta, no endereço consultado, uma relação detalhada de todos os municípios atendidos. Por isso, a confirmação diretamente com a rede local é necessária antes de buscar o procedimento.

Por que o diagnóstico precoce é relevante

O câncer do colo do útero está relacionado à infecção persistente por tipos específicos de HPV. Quando a infecção é identificada e acompanhada no tempo adequado, a rede de saúde pode atuar antes que alterações evoluam para uma doença mais grave.

Essa possibilidade torna o rastreamento uma ferramenta de saúde pública. Além de ampliar a identificação de pessoas que precisam de acompanhamento, a estratégia pode contribuir para reduzir diagnósticos tardios e facilitar o tratamento das alterações encontradas.

O número de exames realizados ainda corresponde ao período inicial de implantação. A expansão para novos municípios e a divulgação de dados atualizados serão importantes para mostrar como a tecnologia passará a integrar a rotina de prevenção oferecida pelo SUS.

A movimentação faz parte do noticiário nacional de saúde acompanhado também pela Agência Brasil. Até que a oferta seja ampliada de forma completa, mulheres devem buscar informações na rede municipal e seguir as orientações dos profissionais que acompanham sua saúde.

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