Como a tecnologia pode apoiar as empresas na na aplicação de práticas ESG? Veja com Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira

Por Diego Rodríguez Velázquez
7 Min de leitura
Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira

Segundo o executivo e diretor de tecnologia, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, a tecnologia deixou de ser apenas um recurso operacional e passou a sustentar decisões ligadas a desempenho, controle e responsabilidade corporativa. As práticas ESG ganham mais consistência quando deixam de depender apenas de intenção institucional e passam a contar com dados confiáveis, processos rastreáveis e acompanhamento contínuo.

Nesse contexto, as empresas que desejam avançar em ESG precisam transformar informações dispersas em inteligência prática. Isso envolve medir impactos ambientais, acompanhar fornecedores, automatizar rotinas, organizar relatórios e monitorar riscos com mais precisão. 

Com isso em mente, continue a leitura e entenda como a tecnologia fortalece essa agenda de maneira objetiva e mensurável.

Como a tecnologia fortalece a gestão ESG?

A tecnologia apoia práticas ESG porque reduz a distância entre discurso e execução. Muitas empresas assumem compromissos ambientais, sociais e de governança, mas encontram dificuldade para comprovar avanços, identificar falhas e manter padrões consistentes. Contudo, sem sistemas adequados, a gestão fica dependente de planilhas isoladas, registros manuais e informações pouco integradas.

Com plataformas digitais, sensores, softwares de gestão e análise de dados, a empresa passa a acompanhar indicadores em tempo real ou em ciclos mais curtos. De acordo com Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, essa capacidade de leitura contínua permite corrigir desvios antes que eles se tornem problemas reputacionais, regulatórios ou financeiros.

Além disso, a tecnologia cria uma base comum para diferentes áreas. Sustentabilidade, operações, compras, compliance, jurídico e diretoria passam a trabalhar com informações mais alinhadas e, como resultado, o ESG deixa de ser tratado como pauta paralela e se integra à rotina de decisão empresarial.

Dados, indicadores e decisões mais responsáveis

Os dados são a base de qualquer prática ESG madura. Até porque não basta afirmar que uma empresa reduz emissões, melhora processos ou adota critérios responsáveis. É necessário medir, comparar, registrar e interpretar resultados, frisa Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, executivo e diretor de tecnologia. Nesse ponto, ferramentas de Business Intelligence, inteligência artificial e sistemas de gestão ajudam a transformar volumes de informação em indicadores úteis.

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira

Essas soluções permitem acompanhar consumo de energia, uso de água, geração de resíduos, emissões, incidentes operacionais, diversidade interna, treinamentos, auditorias e conformidade documental. Aliás, como salienta Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, a qualidade da decisão melhora quando os indicadores revelam causas, padrões e riscos, não apenas números acumulados em relatórios.

Portanto, a tecnologia amplia a capacidade de análise estratégica. Ela mostra onde há desperdício, quais unidades operam fora do padrão, quais fornecedores representam maior risco e quais metas precisam de revisão. Com isso, a agenda ESG ganha profundidade e passa a orientar escolhas de investimento, contratação e melhoria de processos.

Por que a rastreabilidade é essencial para ESG?

A rastreabilidade é uma das aplicações mais relevantes da tecnologia em ESG. Empresas que atuam com cadeias produtivas complexas precisam saber de onde vêm seus insumos, como os fornecedores operam e quais etapas podem gerar impacto ambiental, social ou reputacional. Sem esse controle, a responsabilidade corporativa fica limitada ao ambiente interno.

Sistemas de rastreamento, blockchain, ERPs integrados e plataformas de fornecedores ajudam a registrar etapas, documentos, certificações, transportes e padrões de conformidade. Conforme ressalta o executivo e diretor de tecnologia, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, essa estrutura reduz zonas cegas e fortalece a governança, especialmente em setores com grande dependência de logística, matéria-prima e terceirização. Isto posto, entre os principais ganhos, destacam-se:

  • Controle de origem: identifica a procedência de insumos, matérias-primas e componentes relevantes.
  • Gestão de fornecedores: avalia critérios ambientais, sociais, fiscais e operacionais com maior regularidade.
  • Redução de riscos: facilita a identificação de inconsistências antes que afetem a empresa.
  • Comprovação documental: organiza evidências para auditorias, relatórios e exigências regulatórias.

Assim, a rastreabilidade não serve apenas para cumprir exigências. Ela melhora a qualidade da gestão e fortalece a confiança entre empresa, mercado, investidores e sociedade. Em ESG, confiança depende de evidência, e a tecnologia torna essa evidência mais acessível.

Como a automação melhora relatórios e monitoramento ambiental?

A automação reduz falhas humanas e aumenta a velocidade na coleta de informações. Em práticas ESG, isso tem impacto direto na elaboração de relatórios, no acompanhamento de metas e no controle de processos ambientais. Inclusive, quando tarefas repetitivas são automatizadas, equipes conseguem dedicar mais tempo à análise e menos tempo à conferência manual de dados.

Em vista disso, sensores ambientais, sistemas de medição remota e plataformas integradas permitem monitorar consumo de energia, qualidade da água, emissões atmosféricas, descarte de resíduos e eficiência operacional. De acordo com Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, esse acompanhamento contínuo torna a gestão ambiental mais preventiva, pois permite agir sobre sinais iniciais de desperdício ou descontrole.

Por fim, os relatórios também se tornam mais consistentes, visto que, em vez de reunir informações apenas no fim de um ciclo, a empresa constrói uma base histórica organizada. Desse modo, consegue comparar períodos, justificar decisões, identificar tendências e demonstrar evolução com mais segurança.

A tecnologia como um pilar do ESG

Em última análise, a tecnologia não substitui compromisso, estratégia ou responsabilidade. Porém, sem ela, práticas ESG podem permanecer genéricas, difíceis de medir e vulneráveis a inconsistências. Uma vez que dados, rastreabilidade, automação, relatórios e monitoramento ambiental criam uma estrutura mais sólida para transformar intenção em gestão.

Assim sendo, empresas que usam recursos digitais de modo inteligente conseguem enxergar melhor seus impactos e tomar decisões mais responsáveis. Logo, o avanço do ESG depende dessa capacidade de medir, corrigir, comprovar e evoluir. Por isso, a tecnologia se consolida como uma base essencial para uma atuação empresarial mais transparente, eficiente e preparada para novos padrões de exigência.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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